(Eloisa Eloisa)
Conversando sangue, minimizado em pó. Conservando lembranças em latas. Deixando rastros indeléveis pelo caminho. Afogando-se em um rio que não é nem de leite nem de lágrimas. Não tem gosto de oléo dísel. Só de saudade. E não é de algo ou alguém. Saudade de ser mais do que sofrer. Peço perdão pelo fim que nós não tivemos. Peço desculpas pelo adeus que não mereci. Misericórdia pelo pranto que me vem em horas erradas. Tardias. Meus joelhos machucados são minhas medalhas por ter apenas compreendido sem entender. Por ter insistido em algo que merecia ter um pouco mais de insistimento. A única coisa que fiz foi aceitar a frieza no tratamento, a frivolidade nas palavras. Deveria ter batido o pé ao invés de bater a porta e derramar-se no canto embrulhada em lençóis e cobertas e tapetes e roupas espalhadas pelo chão. Como o choro, o arrepender-se é tardio. E não me veste assim tão bem. Tenho notado um vento frio soprando para o norte ou qualquer outra direção que meus ouvidos não conseguem sentir e isso já não importa. E você também não.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
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2 comments:
Minha postagem. rs
isso
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