Eu me olhava no espelho e falava com a minha própria mente.
Poderiam dizer que sou o próprio Lúcifer. Pois gosto de ficar sozinho. Mas quando manifesto minha opinião geralmente firo alguns conceitos seculares. O que o povo não sabe é que não quero controlar ninguém. Não quero a alma de ninguém. O que eu quero eu nem bem sei. Mas a indecisão eu vejo de maneira positiva.
Gostaria que as coisas fossem diferentes. Que elas fossem boas para todos. De uma maneira harmônica como músicas de Jazz. De modo que todos compreendessem a importância das raízes de seus pensamentos.
Mas eu sou assim como o mundo, incorrigível apesar de mutável. As celas permanecem abertas pra mim, mas embora meu corpo saia, minha mente permanece presa, é como se a insegurança fosse uma barreira psicológica.
Fico desejando sozinho o corpo daquela garota. Nos meus sonhos a gente sintonizava o rádio num programa que toca sons dos anos 80 pra fim de noite. E mergulhávamos no chuveiro juntos. Naquele momento eu chupava aquele seio lindo. Naquele momento só estava pegando de volta o que me pertence. As suas maçãs do rosto ficavam mais evidentes como produto do sorriso sutil, e ela cravava as unhas nos meus braços, de forma a deixar claro pra mim que era um prazer mútuo. Eram os sonhos mais coerentes da minha vida. Mas eram apenas sonhos, e por mais que tenham sido extremamente desejáveis, só me trouxeram novamente a tormenta, e esse meu inútil senso de escrita.
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foda
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